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MANIAC!

Free roam driving: um modo e uma terapia



by claromes in português

A minha primeira experiência com free roam foi no laboratório de informática do colégio, durante o ensino fundamental. Alguém instalou em um dos computadores o jogo Midtown Madness, e no dia em que escolhi essa máquina para acompanhar a aula, a minha vida mudou.

Menu do Midtown Madness Menu do Midtown Madness, da Angel Studios (hoje Rockstar San Diego).

Como não tinha um PC em casa, depois das aulas eu ficava até mais tarde, pois o laboratório sempre estava disponível. Lembro-me de que, quando você jogava o carro em cima de algum NPC, ele gritava "maniac" e isso ficou na minha memória. Eu demorei anos para entender o que ele falava e achava que a cidade representada no jogo era Nova Iorque. Era Chicago.

Depois comecei a frequentar uma LAN house, época em que aconteciam os corujões, onde os frequentadores viravam a noite jogando GunBound, FIFA, CS... Eu nunca participei porque era muito nova. Mas, de dia, depois do colégio, eu gostava de jogar GTA Vice City, onde basicamente ficava andando de carro aleatoriamente por Miami e ignorando qualquer regra imposta pelo jogo. Faço isso na vida às vezes. E eu já tinha PC em casa, bem básico, que me permitia, no máximo, um rolê com PickUp Express, o "jogo do Gugu".

Menu do PickUp Express Menu do PickUp Express, da Gugu Games.

Então, passei a praticar free roam no GTA San Andreas e no Driv3r. Ganhei um PlayStation 2 de Natal e por anos me dediquei a dirigir aleatoriamente por Los Santos e San Fierro (eu detestava o mapa de Las Venturas), além de Miami e Nice.

Mapa de Nice no Driv3r Mapa de Nice no Driv3r, da Reflections Interactive (hoje Ubisoft Reflections Limited).

Foi também nessa época que passei a desejar incondicionalmente um volante. Eu morava na Região dos Lagos e, nos feriados, íamos para o Rio ficar na casa da minha tia. Costumávamos passear no shopping e havia uma loja enorme da Saraiva, onde, na seção de tecnologia, eu sempre admirava um volante da Logitech em parceria com a marca MOMO.

MOMO Racing Force Feedback Wheel MOMO Racing Force Feedback Wheel, da Logitech — Lindo! Nunca consegui ter um.

Tive um volante de marca genérica bem barato que não girava nem 90 graus e possuía umas molas que só atrapalhavam a experiência. Usei pouco.

Depois da adolescência, quase não joguei, até que, perto dos 30, comecei a ganhar bem e ter um dinheiro extra no final do mês. E, somado a isso, o algoritmo do YouTube me recomendou um vídeo de um gameplay de Forza Horizon 4. Sem comentários e com câmera extra no volante, o vídeo do canal Xpertgamingtech me trouxe de volta àquela boa sensação dos free roams de anos atrás.

Bom, comprei um G920, um Driving Force Shifter, um suporte da Extreme SimRacing e assinei o Xbox Game Pass. Dei sorte de o FH4 e o SnowRunner rodarem razoavelmente bem no meu laptop e voltei a praticar minha terapia.


🎧 Ouça Ride or Die, trilha de Forza Horizon 4, e minha música de free roam favorita.


Hoje eu também faço free roam no FH5, Test Drive Unlimited Solar Crown, BeamNG.drive, Crew 2, ETS 2, City Car Driving, também no GTA IV e V e Cyberpunk 2077 (onde dependo do meu avanço no jogo para liberar o mapa, o que é um limitador). E estou de olho no CarX Street.

Eu nem sequer tenho um controle joystick adequado. Ou é o teclado, ou é o volante. E minha CNH só é válida na Steam e no XGP.

CC BY-SA 4.0
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